O que torna um café especial?
À primeira vista, a resposta pode parecer subjetiva, dependendo dos gostos particulares.
Mas veremos que, para que um café seja realmente especial, tem de reunir uma série de condições.
Neste breve texto procuraremos dar-te as chaves para que possas diferenciar um café comercial de um café especial. E também explicaremos porque é que isto é importante, já que não é nada subjetivo.
Muda o perfil organoléptico, os cafés especiais são muito mais ricos ao paladar, o perfil psicoativo, uma vez que costumam ter menor quantidade de cafeína, e o impacto ambiental, ético e económico.
A mediocridade: o café comercial
A mediocridade do café comercial atribuímo-la a defeitos do café e a más práticas
O que é comum a todos os cafés é que a planta de que se obtém o fruto pertence à família coffea, que contém cafeína e com a qual elaboramos uma bebida. Mas isto diz-nos muito pouco sobre o café.
E esta é, basicamente, toda a informação que oferece um café comercial. Nós utilizamos o termo café comercial em contraposição aos cafés especiais ou cafés de especialidade.
A mediocridade é um café com notas de sabor geralmente desagradáveis, amargas e padronizadas; todos os cafés comerciais têm um sabor parecido. Esta é a razão pela qual é comum que muita gente não goste de café ou que o tome com aditivos para disfarçar este mau sabor: leite, açúcar ou outros condimentos.
O café normal, ou seja, o mais consumido habitualmente e que nós denominamos comercial, é praticamente anónimo. Não sabemos quem o cultivou, de que variedade é, onde foi cultivado, a que altitude ou em que data.
Não sabemos quem o colheu ou que processamento lhe foi aplicado. Sabemos apenas a marca, que pode ou não ser quem o torrou.
Todos estes fatores afetam diretamente o perfil organoléptico. Os cafés comerciais costumam ter um perfil de prova muito pobre ou nulo e o seu impacto ambiental, ético, social e económico é altamente questionável.

Tipos de cafés especiais
Os cafés especiais, por outro lado, têm pedigree. Ou seja, sabemos quem os cultivou (o produtor), que plantas utilizou (a variedade), onde (a origem e altitude), quando foi colhido (a colheita), como foi seco (o processo) e quem o torrou e quando (torreador e data de torrefação).
Tudo isto não é




